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A Wolbito do Brasil é uma empresa criada em 2023, a partir de uma parceria entre o Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP), vinculado à Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ), e o World Mosquito Program (WMP), uma iniciativa internacional. Atende o governo brasileiro com o Método Wolbachia para o enfrentamento às arboviroses, como a dengue. Possui, neste momento (2025), uma biofábrica em Curitiba/PR e outra em construção em Fortaleza/CE.

O Método Wolbachia consiste na soltura, no meio ambiente, de mosquitos Aedes aegypti com a bactéria Wolbachia. Essa bactéria impede que o mosquito desenvolva os vírus da dengue, Zika e chikungunya, e com isso não transmita mais essas doenças. Quando os Aedes aegypti com Wolbachia são liberados, os novos mosquitos vão cruzar entre si e com os sem a bactéria, estabelecendo, aos poucos, uma nova população de mosquitos com a Wolbachia e, portanto, sem os vírus das doenças. Com o passar do tempo, não será mais necessário realizar a soltura de mais mosquitos porque a nova população de mosquitos com Wolbachia estará estabelecida, tornando o método autossustentável.

O método Wolbachia é uma estratégia de eficácia comprovada que reduz a capacidade do mosquito Aedes Aegypti transmitir doenças como dengue, Zica e chikungunya. O método vem sendo implantado com o apoio de governos ao redor do mundo nos últimos 12 anos, protegendo mais de 11 milhões de pessoas. As primeiras liberações foram feitas em 2011 na Australia e desde então, com a cobertura de wolbachia em toda cidade, não houve surtos de dengue por uma década. Ou seja, uma vez que a Wolbachia se estabelece no local, permanece por anos.  

Não. Nosso método não envolve modificação genética. A modificação genética é definida a partir de procedimentos específicos que alteram a composição natural do DNA de um animal ou planta. O nosso método não altera o material genético do mosquito, tampouco o Aedes Aegypti ou a Wolbachia são modificados em laboratório. E a linhagem da Wolbachia utilizada ocorre naturalmente.   

A Wolbachia é uma bactéria natural dentro das células da maioria dos insetos a mais de 10 mil anos. Ela não sobrevive fora da célula dos insetos porque não tem condições necessárias para se sustentar. Ou seja, a Wolbachia sozinha não sobrevive no ambiente como ar ou solo.   

Em nenhum dos 15 países que utilizam o Método Wolbachia considera transgênico.  

A Wolbachia não é um virus ou parasita. A Wolbachia nunca foi modificada geneticamente por cientistas.  

A Wolbachia é passada de geração em geração através da reprodução com mosquitos fêmeas que tem a bactéria e está presente em outros insetos como abelhas, mosca de frutas e outros mosquitos como Culex pipiens, Aedes albopictus. 

A Wolbito utiliza, neste momento (2025) apenas o método de liberação de mosquitos Aedes aegypti com Wolbachia adultos. A soltura é feita de carro ou a pé. Em ambos os casos são utilizados tubos que contêm mosquitos com Wolbachia e, à medida em que o colaborador avança no terreno, abre os recipientes e promove a liberação dos Aedes aegypti.

Nosso Método Wolbachia ajuda a proteger as pessoas contra doenças transmitidas por mosquitos, como dengue, Zika e chikungunya, e faz isso sem riscos aos ecossistemas naturais ou à saúde humana. Várias avaliações de risco independentes concluíram uma classificação de risco global de “insignificante” – a classificação mais baixa possível – para a libertação de mosquitos com Wolbachia. O WMP libertou mosquitos com Wolbachia em 14 países desde 2011. Não há evidências de danos ao meio ambiente, aos seres humanos ou à saúde animal. Fonte: WMP Global

Nosso Método Wolbachia ajuda a proteger as pessoas contra doenças transmitidas por mosquitos, como dengue, Zika e chikungunya, e faz isso sem riscos aos ecossistemas naturais ou à saúde humana. Várias avaliações de risco independentes concluíram uma classificação de risco global de “insignificante” – a classificação mais baixa possível – para a libertação de mosquitos com Wolbachia. O WMP libertou mosquitos com Wolbachia em 14 países desde 2011. Não há evidências de danos ao meio ambiente, aos seres humanos ou à saúde animal. Fonte: WMP Global

No Brasil, os trabalhos com Wolbachia são conduzidos pela Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ) em parceria com o World Mosquito Program, organizações que ajudaram a fundar a Wolbito.

Neste momento, a escolha dos municípios que recebem o Método Wolbachia é feita pelo Ministério da Saúde, com base em critérios técnicos e epidemiológicos.

A soltura dos wolbitos é uma das formas de enfrentamento às arboviroses, complementar a outros métodos adotados pelo Ministério da Saúde do Brasil. 

Não há diferença visual entre o mosquito com ou sem Wolbachia. Mesmo com a Wolbachia, o mosquito: 

– Continua com o mesmo tamanho 

– Tem o mesmo padrão de listras pretas e brancas 

– Voa, pica e vive da mesma forma 

– Não muda de cor, formato ou comportamento perceptível a olho nu 

A única diferença real está no interior do mosquito, em nível celular — onde a bactéria Wolbachia atua para impedir a multiplicação dos vírus como o da dengue. Para saber se há Wolbachia no mosquito, somente por PCR (Reação em Cadeia da Polimerase), que detecta o DNA da Wolbachia no mosquito. 

Pode continuar usando os métodos individuais de controle do mosquito, como aerossóis ou raquetes elétricas para matar o mosquito. As solturas são previstas para esse tipo de ação individual. 

Não. A Wolbachia é uma bactéria presente dentro da célula do mosquito e de outros insetos que não é repassada para outros seres vivos através da alimentação.  

Sim! O Método Wolbachia é complementar às ações de combate às arboviroses. 
Continue eliminando criadouros e usando repelente. 

É um microrganismo naturalmente presente na maioria dos insetos. 
No Aedes aegypti, reduz sua capacidade de transmitir vírus como dengue, Zika, Chikungunya e febre amarela urbana.  

A Wolbachia age de duas maneiras principais no mosquito: primeiro, ela reforça o sistema imunológico natural do mosquito, tornando-o mais resistente à infecção viral. Se o mosquito não consegue ser infectado, ele não pode transmitir esses vírus para as pessoas. Em segundo lugar, a Wolbachia compete com os vírus por moléculas essenciais, como o colesterol, que são necessárias para a sobrevivência de ambos dentro do mosquito. Com a presença da Wolbachia, essas moléculas são consumidas, dificultando o crescimento dos vírus. Se é mais difícil para os vírus se desenvolverem, sua transmissão também se torna mais difícil. 

Para que os Aedes com Wolbachia se reproduzam com os que já estão na natureza. 
Todos os filhotes nascem com Wolbachia e não transmite as doenças. 

Não. A Wolbachia não faz mal a humanos ou animais e não é transmitida na picada. 
Ela vive apenas dentro das células dos insetos. 

Não, animais de estimação como cães e gatos não podem contrair dengue, Zika ou chikungunya. Essas doenças são causadas por vírus que afetam apenas os seres humanos. O Aedes aegypti, mosquito transmissor dessas doenças, pode até picar outros animais, mas não transmite esses vírus para eles, pois eles não se replicam no organismo dos pets. 

A biofábrica da Wolbito do Brasil está localizada em Curitiba (PR) e as cidades atendidas pelo método são indicadas pelo Ministério da Saúde. Você pode conferir os municípios onde atuamos aqui: [link para a página “Onde Atuamos” 

O Método Wolbachia é uma intervenção comprovada cientificamente, natural, segura e autossustetavel para proteger comunidades contra a dengue e outras doenças transmitidas por mosquito Aedes Aegypti. Ele funciona introduzindo a bactéria Wolbachia nesses mosquitos. É importante ressaltar que não há modificação genética dos mosquitos ou da própria Wolbachia. Mosquitos que carregam Wolbachia têm uma capacidade reduzida de transmitir vírus para as pessoas, o que diminui o risco de surtos de dengue, Zika, chikungunya e febre amarela urbana. 

A Wolbachia age de duas maneiras principais: primeiro, ela reforça o sistema imunológico natural do mosquito, tornando-o mais resistente à infecção viral. Se o mosquito não consegue ser infectado, ele não pode transmitir esses vírus para as pessoas. Em segundo lugar, a Wolbachia compete com os vírus por moléculas essenciais, como o colesterol, que são necessárias para a sobrevivência de ambos dentro do mosquito. Com a presença da Wolbachia, essas moléculas são consumidas, dificultando o crescimento dos vírus. Se é mais difícil para os vírus se desenvolverem, sua transmissão também se torna mais difícil. 

Quando os mosquitos com Wolbachia (Wolbitos) são liberados, eles se reproduzem com os mosquitos selvagens. Ao longo de várias gerações, a Wolbachia se estabelece e se espalha até que quase toda a população local de mosquitos passe a carregá-la. Os resultados obtidos em locais onde o método já foi implementado pelo World Mosquito Program (WMP) demonstram que a incidência de dengue é significativamente menor em comunidades tratadas com Wolbachia em comparação com populações vizinhas não tratadas. 

Nosso Método Wolbachia atua em conjunto com outras medidas, tanto existentes quanto novas, para prevenir a propagação de arboviroses. O Método Wolbachia oferece proteção de longo prazo contra essas doenças sem apresentar qualquer risco para os ecossistemas naturais ou para a saúde humana. Várias avaliações de risco independentes concluíram que o risco de Wolbitos causarem danos a humanos ou ao meio ambiente em um período de 30 anos é ‘insignificante’ – a classificação mais baixa possível. 

Após revisar todas as evidências, o Grupo Consultivo de Controle de Vetores (VCAG) da OMS concluiu que o Método Wolbachia “demonstra valor em saúde pública contra a dengue”. O apoio do VCAG serve como base para a OMS iniciar um processo de desenvolvimento de diretrizes, com o objetivo de recomendar o método Wolbachia como uma intervenção de saúde pública – um passo vital para a formulação de políticas e a implementação rotineira do método. 

No Brasil, a utilização do Método Wolbachia faz parte das diretrizes para prevenção e controle das arboviroses urbanas. 

Não. Não evidências de que a implantação de Wolbachia altere o risco de novas ou antigas doenças infecciosas surgirem em locais que agora são protegidos pela Wolbachia. Isso ocorre porque o estabelecimento de Wolbachia na população de Aedes aegypti não altera a distribuição ou a abundância de outras espécies de mosquitos. 

Nós não emitimos opinião sobre outros métodos. Todavia, foi comprovado através de estudos científicos que a cada 1 real gasto com a tecnologia, é possível economizar até 549,13 reais de acordo com a realidade de cada município. Veja o artigo completo aqui.

O Método Wolbachia tem demonstrado resultados expressivos na redução da incidência de arboviroses. Projetos implementados em diversos países, incluindo Brasil, Austrália, Indonésia e Colômbia, comprovaram, por meio de estudos publicados, que a presença da bactéria Wolbachia em mosquitos Aedes aegypti reduz significativamente a transmissão viral. As comunidades onde houve liberação desses mosquitos apresentaram uma queda dramática nos casos de dengue em comparação com os anos anteriores e com áreas que não receberam a intervenção. 

Os achados e pesquisas dos projetos do WMP são divulgados por múltiplos canais para as partes interessadas nacionais e doadores. Quando apropriado, os projetos passam por revisão ética para garantir o rigor metodológico e a adesão aos padrões éticos. Os resultados preliminares são frequentemente apresentados em conferências científicas, enquanto os resultados do projeto passam por rigorosa revisão por pares e são publicados em periódicos científicos de alto impacto. Para manter a transparência e a integridade científica, garantimos que, uma vez publicados, os dados subjacentes sejam disponibilizados publicamente para reanálise independente. Isso reforça a confiança em nossos achados e promove a colaboração dentro da comunidade de pesquisa global. 

Múltiplas avaliações independentes avaliaram rigorosamente o impacto da Wolbachia em locais onde o Método Wolbachia foi e é impplement, Sri Lanka; no Pacífico Ocidental; Medellín, Colômbia; e Niterói, Brasil. Os resultados dessas avaliações abrangentes estão disponíveis publicamente no site do World Moquito Program.  

Além disso, o estudo EVITA Dengue, um robusto ensaio clínico randomizado e controlado (RCT) liderado por grupo externo, está atualmente em andamento em Belo Horizonte, Brasil. Este RCTpadrão ouro em estudos epidemiológicos, está medindo sistematicamente a eficácia das liberações de mosquitos com a cepa wMel de Wolbachia na redução da soroincidência de infecções por arbovírus. 

O Aedes aegypti é o principal vetor dos vírus da dengue, Zika, chikungunya e febre amarela. Esse mosquito pode se parecer com muitas outras espécies, o que torna sua identificação difícil sem o uso de um microscópio. No entanto, como regra geral, se forem de cor marrom-escura a preta, encontrados em ambientes internos e picarem durante o dia, é provável que sejam Aedes aegypti. 

Essa única espécie é responsável por praticamente toda a transmissão da dengue no mundo. Está presente em mais de 100 países e tem preferência por viver dentro das casas e se alimentar de humanos, em vez de animais. Por ser altamente eficiente na transmissão da dengue, mesmo um pequeno número de mosquitos pode ser suficiente para sustentar um surto da doença. 

Além disso, o Aedes aegypti é difícil de controlar, pois se adaptou muito bem ao ambiente doméstico: reproduz-se em locais com água parada próximos às residências, alimenta-se de pessoas e descansa em ambientes internos. 

Existem muitas espécies diferentes de mosquitos que vivem naturalmente no meio ambiente. Alguns, como o Aedes aegypti, são altamente adaptados ao convívio com humanos. Outros preferem viver em ambientes naturais, como zonas úmidas, longe das áreas urbanas. 

Os mosquitos desempenham diversos papéis importantes nos ecossistemas em que habitam. São polinizadores de milhares de espécies de plantas e também representam uma importante fonte de alimento para animais como peixes e aves. Em ambientes aquáticos como lagos e riachos, ovos e larvas de mosquitos compõem uma parte significativa da biomassa, servindo de alimento para peixes, tartarugas, anfíbios e larvas de outros insetos, como libélulas. Já os mosquitos adultos são fonte de alimento para animais como sapos, lagartos, aranhas e outros insetos. 

Por outro lado, os mosquitos Aedes aegypti — transmissores de doenças como dengue, Zika, chikungunya e febre amarela — são altamente adaptados ao ambiente humano. Eles vivem, se alimentam e se reproduzem em locais onde há presença de pessoas, muito semelhantes às baratas domésticas nesse aspecto. Raramente são encontrados em florestas ou zonas úmidas, a menos que haja ocupação humana no local. Por isso, têm pouca relevância ecológica nos ecossistemas naturais. 

A vida adulta de um mosquito Aedes aegypti pode variar de duas semanas a um mês, dependendo das condições ambientais, como temperatura, umidade e disponibilidade de criadouros. 

Em média, esses mosquitos voam distâncias relativamente curtas e dificilmente percorrem mais de 150 metros ao longo de sua vida. No entanto, seus ovos têm uma característica notável: são altamente resistentes à dessecação (secagem) e podem permanecer viáveis por vários meses. Isso permite que sejam transportados com facilidade — presos a recipientes, objetos ou pertences humanos — o que contribui para a disseminação da espécie ao redor do mundo. 

O número de ovos de mosquito liberados é cuidadosamente calculado para estabelecer de forma eficaz a bactéria Wolbachia na população local de Aedes aegypti. Embora a liberação de milhões de mosquitos com Wolbachia possa parecer um número elevado, esse total é distribuído ao longo do tempo e do espaço — e representa apenas uma fração da população natural de mosquitos. 

É importante destacar que, após o fim das liberações, o número de mosquitos retorna ao nível natural do ambiente. Isso acontece porque o ecossistema possui uma “capacidade de suporte” que limita a quantidade de Aedes aegypti que pode existir. Resultados obtidos em cidades como Yogyakarta, na Indonésia, demonstram claramente que a população de mosquitos não aumenta a médio ou longo prazo após as liberações. 

Não. Para evitar qualquer risco de importação de doenças, a Wolbito do Brasil mantém suas colônias de mosquitos sob condições rigorosamente controladas em laboratório, seguindo protocolos padronizados e seguros. Esses procedimentos incluem controles de qualidade para diversos vírus, garantindo que os mosquitos estejam livres de patógenos antes de qualquer liberação. 

Além disso, os mosquitos utilizados não são coletados diretamente do campo e enviados para outras regiões ou países. Todo o processo é cuidadosamente planejado e monitorado para proteger a saúde das comunidades envolvidas. 

A Wolbito do Brasil utiliza o método Wolbachia, uma tecnologia desenvolvida pelo World Mosquito Program (WMP), para ajudar a reduzir a transmissão de vírus como dengue, chikungunya e Zika. Essa tecnologia se baseia no uso da bactéria Wolbachia, que impede que esses vírus se desenvolvam no corpo do mosquito Aedes aegypti. Com isso, os mosquitos com Wolbachia têm capacidade reduzida de transmitir essas doenças para as pessoas. 

Quando a Wolbachia se estabelece na população local de mosquitos, os casos de doenças transmitidas por eles tendem a diminuir. Esse método é natural, seguro para o meio ambiente e tem efeito duradouro, pois se mantém na população de mosquitos ao longo do tempo sem necessidade de reaplicações contínuas. 

O WMP já aplicou essa tecnologia em 14 países, com apoio de governos e comunidades. As primeiras liberações ocorreram em 2011, no norte do estado de Queensland, na Austrália, onde a presença de Wolbachia levou à interrupção dos surtos de dengue por quase uma década. 

Na prática, os mosquitos com Wolbachia são liberados para cruzar com os mosquitos locais. Em um período de 6 a 12 meses, a maioria dos mosquitos passa a carregar Wolbachia. Uma vez estabelecida, a bactéria permanece na população por muitos anos, protegendo de forma contínua as comunidades contra doenças transmitidas por mosquitos. 

Sim, Wolbachia é considerada segura para as pessoas, os animais e o meio ambiente. Essa bactéria está presente naturalmente em populações de insetos há dezenas de milhares de anos, e não há evidências de que cause qualquer dano a seres humanos ou a animais vertebrados. 

Ela é encontrada em várias espécies de insetos, como borboletas, mariposas e muitos tipos de mosquitos — embora normalmente não esteja presente no Aedes aegypti, o principal transmissor da dengue. Algumas espécies de mosquitos que picam humanos, como o mosquito doméstico comum (Culex pipiens), também carregam Wolbachia naturalmente. Isso significa que praticamente todas as pessoas no mundo já foram picadas por insetos com Wolbachia, sem nenhum efeito negativo conhecido. 

O método Wolbachia, utilizado pela Wolbito do Brasil com base na tecnologia do World Mosquito Program, ajuda a proteger comunidades contra doenças como dengue, Zika, chikungunya, Mayaro e febre amarela. E faz isso sem representar risco à saúde humana nem ao equilíbrio ambiental. 

Diversas avaliações de risco independentes classificaram a liberação de mosquitos com Wolbachia como de risco insignificante — a categoria mais baixa possível. Desde 2011, mosquitos com Wolbachia já foram liberados em 14 países, sem registros de impactos negativos para o meio ambiente ou para a saúde de pessoas e animais. 

Não. Wolbachia são bactérias de ocorrência natural e consideradas seguras para seres humanos, animais e o meio ambiente. 

O método Wolbachia ajuda a proteger comunidades contra doenças transmitidas por mosquitos, como dengue, Zika, chikungunya, Mayaro e febre amarela, sem representar risco à saúde das pessoas nem aos ecossistemas naturais. 

Várias avaliações de risco independentes concluíram que a liberação de mosquitos com Wolbachia apresenta risco geral classificado como insignificante — o nível mais baixo possível. 

Sim. Wolbachia é comum entre artrópodes, um grupo que inclui insetos, aranhas e outros pequenos animais sem coluna vertebral. Estima-se que até 50% das espécies de artrópodes carregam Wolbachia naturalmente — incluindo borboletas, libélulas, mariposas e algumas espécies de mosquitos. No entanto, ela não está presente no Aedes aegypti, principal espécie envolvida na transmissão de dengue, Zika, chikungunya e febre amarela urbana. 

Wolbachia também pode ser encontrada em certos tipos de vermes redondos, conhecidos como nematoides. No entanto, essa é uma forma diferente da Wolbachia que vive nos insetos e que é usada no método para controle de doenças. 

Importante destacar que Wolbachia não é encontrada em animais maiores, como mamíferos, répteis, aves ou peixes. 

Além disso, Wolbachia não consegue sobreviver fora das células dos insetos, pois depende do ambiente interno do hospedeiro para se multiplicar. Isso significa que ela não sobrevive no ambiente externo, como no ar, no solo ou na água. 

Não. Não injetamos nenhum ovo atualmente. A injeção foi realizada apenas no início do processo, há mais de 15 anos, para criar as primeiras fêmeas de Aedes aegypti portadoras de Wolbachia. 

Desde então, todos os mosquitos com Wolbachia liberados em diferentes países são descendentes diretos desses mosquitos iniciais. Hoje, a bactéria é passada naturalmente de geração em geração, das fêmeas para seus filhotes, sem necessidade de novas injeções. 

Na Wolbito do Brasil, Engajamento Comunitário significa estabelecer parcerias participativas com as comunidades locais. A parceria começa com um compromisso de entender as necessidades e interesses das comunidades locais e de projetar nossas campanhas levando-os em consideração. A parceria também é sobre o envolvimento das comunidades locais e o engajamento comunitário é uma forma fundamental de impulsionarmos a colaboração e o empoderamento. 

Engajamento Comunitário é como ouvimos e colaboramos com indivíduos, grupos e organizações na comunidade para abordar preocupações comuns, promover objetivos compartilhados e melhorar o bem-estar geral da comunidade. O Engajamento Comunitário está no coração de nossos projetos. Chamamos nossa abordagem de Engajamento Comunitário de Modelo de Aceitação Pública (PAM) porque prosseguimos com a liberação de mosquitos depois de garantir amplo apoio da comunidade. 

Após a liberação dos mosquitos, através de armadilhas que a própria prefeitura instala, as chamadas ovitrampas, que nada mais é que um vasinho de planta com água e uma paleta de madeira em que as fêmeas colocam os ovos, as equipes recolhem esses ovos, colocam para eclodir. As larvas de cada armadilha são enviadas para o diagnóstico através de biologia molecular onde identificamos, do total de larvas, quantas possuem Wolbachia. Essa coleta pode ser semana ou mensal, a depender do período de soltura e com esse histórico, temos o percentual de Wolbachia em cada região, já que essas armadilhas são georreferenciadas. 

A cada postura, uma fêmea de Aedes aegypit pode “botar” cerca de 100 ovos e elas fazem por volta de 3 posturas ao longo da sua vida. Então, uma fêmea pode colocar cerca de 300 ovos distribuídos em diferentes locais. Esse é um dos motivos de ser tão difícil eliminar todos os criadouros do mosquito. 

Os mosquitos Aedes aegypti são mosquitos urbanos e preferem criadouros artificiais, como pneus, pratos de plantas, caixas d’agua e lixo. Mas é possível sim que o acúmulo de água em bromélias crie o habitat para o desenvolvimento das larvas, sendo esse um criadouro atípico, não usual. Portanto, observar as plantas é uma atividade importante para evitar que se tornem criadouros. 

Eles não têm uma altura máxima de voo definida, mas eles geralmente preferem voar em altitudes mais baixas, próximas ao solo. Embora não haja estudos precisos sobre a altura máxima que um mosquito pode alcançar, especialistas afirmam que eles podem chegar até cerca de 8 metros de altura, o equivalente a três andares de um prédio. Ainda assim, com as movimentações das pessoas, os mosquitoes podem alcançar andares mais altos, pegando carona em elevadores, grudados em nossas roupas, mochilas, bolsas, etc. 

Os mosquitos preferem picar durante o dia, especialmente no início da manhã e no final da tarde, quando as temperaturas estão mais amenas. No entanto, eles podem picar em qualquer horário, inclusive à noite, se o alimento, ou seja, nós, estivermos próximos a eles. 

O Aedes aegypti é um potencial vetor para Febre Amarela urbana e já foi comprovado que a Wolbachia também reduz a capacidade de transmissão desse vírus pelo mosquito, assim como os vírus da dengue, Zika e chikungunya. Em relação à malária, o agente etiológico é um protozoário do gênero Plasmodium, transmitido pelo mosquito Anopheles e o Oropouche, apesar de ser um vírus, também é transmitido por outra espécie de mosquito, que não o Aedes aegypti. Pesquisas já foram realizadas para observar a relação entre diferentes cepas de Wolbachia e outros gêneros de mosquitos, como Anopheles e Culex, mas ainda sem resultados concretos. Novas pesquisas são necessárias para termos maiores resultados e entendermos melhor a relação de outras espécies de mosquitos, com as diferentes cepas de Wolbachia e os patógenos.   

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