Brasília-DF

Brasília foi uma das cidades escolhidas pelo Ministério da Saúde para receber o Método Wolbachia, uma tecnologia avançada que reduz os casos de dengue, Zika e chikungunya. 

mil pessoas contempladas
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áreas atendidas
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Após aproximadamente cinco meses do início da implementação do Método Wolbachia em Brasília no Distrito Federal, o município segue em andamento com as ações desta tecnologia inovadora e sustentável na luta contra a dengue, Zika e chikungunya – que é operada na cidade pela Wolbito do Brasil, com condução da Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ) e parceria do Ministério da Saúde e a Prefeitura do Município de Brasília.  

O processo consiste na entrega de cápsulas com ovos de mosquitos por meio da Wolbito do Brasil às Secretarias Municipais de Saúde, que se encarregam da produção até a fase adulta, para posteriormente serem liberados em campo. As liberações são graduais e acompanhadas, com previsão para finalizar em março no Distrito Federal.   
Até o momento, os mosquitos liberados atendem a cerca de 563 mil pessoas. A ação alcança pontos de liberação distribuídos pelos bairros:
  • Arapoanga
  • Brazlândia
  • Fercal 
  • Itapoã 
  • Paranoá 
  • Planaltina 
  • São Sebastião  
  • Estrutural (SCIA) 
  • Sobradinho II 
  • Varjão 
Método utiliza mosquitos Aedes aegypti que carregam a Wolbachia, uma bactéria naturalmente presente em mais da metade dos insetos da natureza e que quando presente no Aedes aegypti impede o desenvolvimento dos vírus das arboviroses no organismo dos insetos. Quando esses mosquitos se reproduzem com os mosquitos locais, passam a Wolbachia para as próximas gerações, passando a proteção. A presença da bactéria torna os mosquitos incapazes de transmitir dengue, Zika e chikungunya. 
Registro de uma ação de engajamento do Método Wolbachia no município de Brasília.

Antes da liberação dos mosquitos, a equipe da Wolbito do Brasil, em parceria com a Prefeitura de cada cidade, realizou uma série de ações informativas e educativas em escolas, unidades de saúde, espaços públicos e associações comunitárias. Essa fase foi fundamental para aproximar a população do projeto, tirar dúvidas, ouvir percepções e promover a participação ativa das comunidades locais. 

“Estamos avançando de forma consistente com a implementação do Método Wolbachia, com forte parceria das equipes locais e apoio da comunidade. À medida que as liberações progridem, reforçamos nossa expectativa de repetir aqui os resultados positivos que já alcançamos em outras cidades, contribuindo para reduzir de forma sustentável os casos de dengue, Zika e chikungunya”

A tecnologia é segura e natural, não utiliza produtos químicos, não altera geneticamente os mosquitos e possui eficácia comprovada em diversos países. Em cidades como Niterói (RJ), onde o método já foi implantado em todo território, houve redução de até 89% nos casos de dengue, além de impactos positivos em Zika e chikungunya. A iniciativa é recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e aprovada pela Anvisa. 

PERGUNTAS
FREQUENTES

Estamos aqui para esclarecer todas suas dúvidas ou perguntas

Não há diferença visual entre o mosquito com ou sem Wolbachia. Mesmo com a Wolbachia, o mosquito:  

  • Continua com o mesmo tamanho  
  • Tem o mesmo padrão de listras pretas e brancas  
  • Voa, pica e vive da mesma forma  
  • Não muda de cor, formato ou comportamento perceptível a olho nu
  • A única diferença real está no interior do mosquito, em nível celular — onde a bactéria Wolbachia atua para impedir a multiplicação dos vírus como o da dengue. Para saber se há Wolbachia no mosquito, somente por PCR (Reação em Cadeia da Polimerase), que detecta o DNA da Wolbachia no mosquito. 
  • Não. Nosso método não envolve modificação genética. A modificação genética é definida a partir de procedimentos específicos que alteram a composição natural do DNA de um animal ou planta. O nosso método não altera o material genético do mosquito, tampouco o Aedes Aegypti ou a Wolbachia são modificados em laboratório. E a linhagem da Wolbachia utilizada ocorre naturalmente.    
  • Wolbachia é uma bactéria natural dentro das células da maioria dos insetos a mais de 10 mil anos. Ela não sobrevive fora da célula dos insetos porque não tem condições necessárias para se sustentar. Ou seja, a Wolbachia sozinha não sobrevive no ambiente como ar ou solo.    
  • Em nenhum dos 15 países que utilizam o Método Wolbachia considera transgênico.   
  • Wolbachia não é um virus ou parasita. A Wolbachia nunca foi modificada geneticamente por cientistas.   
  • Wolbachia é passada de geração em geração através da reprodução com mosquitos fêmeas que tem a bactéria e está presente em outros insetos como abelhas, mosca de frutas e outros mosquitos como Culex pipiens, Aedes albopictus. 

Durante o período de liberação dos mosquitos, são realizadas pesquisas e monitoramentos contínuos para avaliar o estabelecimento da Wolbachia no território. Após essa fase, não são necessárias novas liberações no mesmo local, pois o Método Wolbachia é autossustentável e se mantém de forma natural ao longo do tempo. 

A liberação dos Wolbitos é uma das estratégias de enfrentamento às arboviroses e complementa outras ações adotadas pelo Ministério da Saúde. Por isso, o apoio da população continua sendo fundamental: elimine possíveis criadouros do mosquito, mantenha os cuidados no dia a dia e vacine-se, conforme as orientações das autoridades de saúde. 

Os resultados do Método Wolbachia podem ser avaliados de forma mais consistente entre 2 e 3 anos após o início da implementação no território. Em cidades como Niterói (RJ) e Campo Grande (MS), estudos já registram reduções significativas nos casos de arboviroses, reforçando a efetividade da estratégia. 

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